Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Alguém Químico

Finalmente alguém para amar
Tanto quanto amo a medicina
Vivos pensamentos concretos...
Enquanto a superficialidade
Dos tantos algozes
Almas de vis vozes
Se contorce crua e desafina.
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Afinal alguém para palavras
E para o tanto que silencio
Há bosque de oceanos verdes...
Há oceanos verdes de bosque
Nossos eus colados
Em corpos trançados
No existir não plano em fio.

Domingo, 19 de Julho de 2009

Química

Estou respirares em saudade infinita
Envolta à tua imagem tão dista bruma
E, enquanto o caminho se nos apruma
Coração, de fibras de saudade, grita.
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Tua face transpõe os meus pensamentos
Óbvios ares e amassos em teus braços
Aos salutares crassos nossos espaços
Química, via combinação de elementos.
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Trânsitos ares dançantes à inspiração
Sem freios pausas limites à expiração
De meios causas em nossos corpos a sós...
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Em beijos sem solução de continuidade
No imergir emergir domos da obviedade
Ao fundir bocas dermes mentes; em nós.

Soberano

Através de uma grande amiga, você chegou
E entrou soberano, não para me completar a metade
Visto que estou inteira, mas sim para me levar
Ao além dos sentidos e lugares e tempos comuns.
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Você ficará nos caminhos do meu para sempre
Pois, em momento anterior a me conhecer e nos falarmos
Eu já não tinha a capacidade de lhe deixar.
Adoro-lhe de uma maneira que, se meu coração parar
Até a lembrança do meu viver seguirá lhe amando.
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Não imaginei que houvesse alguém com que
Eu pudesse me comunicar através do silêncio
Em comprimentos de onda numa velocidade máxima
Associada, também, aos singulares caminhos do vácuo...
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Você é aquele cuja existência me consente tanto quanto e muito mais do me permito...
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Compreendo que a sua imagem, suas palavras e a sua voz
Dançam, em meu encéfalo, num raríssimo bailado...
Meu eu se enche de júbilo: Você existe! Não sou mais sozinha.

Sábado, 18 de Julho de 2009

Trilha

Deixa que as ondas cruzem tuas retinas
E surjam todas as cores.
Deixa que os sons te ateiem os ouvidos
Somatizações vivas, quiçá, em sentidos
Diversas pétalas de outras flores…
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Percebe que estrelas são mais que luzes
São a derme da história.
Percebe que és todo teu fantástico olhar
Dentro dessa régua do tempo em contar
O antes do antes da memória.
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E chove onde os ares são azuis ardentes
Um neurônio sem adorno.
Caminharão, no vácuo, entes simplórios
E tomados vãos de somente acessórios.
Nada mais que o ser imerso em retorno…

GRB 080913

Não tão longe dos estratos há outro veloz
Presente menos necessário e mais possível
Grades e vôos antes e depois da luz e voz
Soma, jamais abstrato, do agora plausível.
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Tão espaçoso caminho para um momento
Um instante, um ponto quase em segredo
Razoável, na mescla e limites de elemento
Extenso Universo para o humano tão cedo?
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Soluções de continuidade doces e salgadas
Pelos pensamentos sem papilas gustativas
E dos óbvios entre influências multilaterais…
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Não há água sem água… Ondas enfocadas
Num abranger pelas razões das razões vivas
Alfabetos presos em estar lacônico demais.
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GRB 080913 – Explosão de raios gama, numa estrela a 12,8 bilhões de anos-luz da terra.