Chuva De Areia (S)Em Refração

Se fontes, os fortes não secam
Se fortes, as fontes não esmorecem
Há águas que trazem vida enquanto caminham
Outras há que se sujam, enquanto adormecem.
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É algo mais que o além das retinas várias
Medeia os ares das terras dos incontestes
Se fontes, os fortes não esmorecem
Se fortes, as fontes não secam.
Há os que se sustentam e equilibram mesmo sem epiderme
E há esqueletos eufemizados pelo superficialismo de outras vestes.
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Não entendeu os primorosos sons da música da vida?
Então mergulhará nos improfícuos ruídos do próprio nada…
Há espaços que (es)correm à compreensão do fantástico que é caminhar
E há pulsações que, pretensas em fixas dimensões
Sempre tomam a imensamente volátil ilusão de estacionar
Como sendo o mesmo que o não fluir da estrada.

Latência

Há tão mais que ser feito além do mero existir:
Há todo um agradecimento e carícia e mergulho no viver!
Cair pleonásticas quedas, voar pleonásticos vôos...
Faces e fases trançadas e combinadas; intenso seguir.
Chorar copiosas fortes vivas lágrimas salgadas
Emersas dos avessos imersos às realidades almejadas
Do sentir.
Há tão mais a correr fora da régua do tempo que mede:
Há luzes, perfumes, sabores, sons, tatos...
Há fluir.
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Entre(m) sorrisos precisos

E se façam bases insertas às incertas bases
E assim seremos a coluna vertebral dos imberbes ases
Desta existência.
Toques plausíveis ao espaço sensível que se virgula
Nós e o mais fantástico dos presentes da vida: o raciocínio
Excelência...
Viver é pulsar em imensurável fascínio
Primeira conhecida somatização consciente
Das possibilidades da imanência.

Chuva De Manha Em Calor

Tão além das nuvens da chuvosa manhã
Enquanto queima hidrogênio, o sol brilha
Sem saber de si e de só, de ser e do afã
Homenageado em dança de elipse à trilha.
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Não há casas de tijolos em lágrima vã
Nem reação anã emersa de luzes por brasas
Outro vôo, outro sentir, cria do amanhã
Universo em sempre latência às novas asas.
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Foi, é e será sempre, nesta régua, assim?
Interregno suposto começo e pretenso fim
Em palavras pêndulas na interrogação leitor...
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Milênios de raciocício ao tudo que chove
Traço em bilhões de anos ao que cá (se) move
Luzes de vida que se (re)convertem calor.

医学

医学

Trilha

Deixa que as ondas cruzem tuas retinas
E surjam todas as cores.
Deixa que os sons te ateiem os ouvidos
Somatizações vivas, quiçá, em sentidos
Diversas pétalas de outras flores…
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Percebe que estrelas são mais que luzes
São a derme da história.
Percebe que és todo teu fantástico olhar
Dentro dessa régua do tempo em contar
O antes do antes da memória.
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E chove onde os ares são azuis ardentes
Um neurônio sem adorno.
Caminharão, no vácuo, entes simplórios
E tomados vãos de somente acessórios.
Nada mais que o ser imerso em retorno…

GRB 080913

Não tão longe dos estratos há outro veloz
Presente menos necessário e mais possível
Grades e vôos antes e depois da luz e voz
Soma, jamais abstrato, do agora plausível.
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Tão espaçoso caminho para um momento
Um instante, um ponto quase em segredo
Razoável, na mescla e limites de elemento
Extenso Universo para o humano tão cedo?
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Soluções de continuidade doces e salgadas
Pelos pensamentos sem papilas gustativas
E dos óbvios entre influências multilaterais…
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Não há água sem água… Ondas enfocadas
Num abranger pelas razões das razões vivas
Alfabetos presos em estar lacônico demais.
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GRB 080913 – Explosão de raios gama, numa estrela a 12,8 bilhões de anos-luz da terra.

Verde Viés

Alguns somas permanecem sofríveis condescendências
Como fiapos tecidos em vãs tentativas
De rechear aquilo que não se preenche plenamente…
Verde viés
Imberbe(s) sentido(s)
Fraturadas energias jogadas em qualquer direção.
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Há anuências edulcoradas que se curvam até mesmo às imagens (de) correntes
Respiração em ilusórias braçadas no lago das águas de eufemismos planos
De verdades lineares e sem qualquer plenitude…
São tímidas e titubeantes as mãos, é incompleta e perdida a língua
Presos parciais neurônios à conquista de uma vida que requer enérgica atitude.
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Alguns outros respiram sentidos sempre sempre abertos terrenos para conselhos
Pulsam, às vezes, quase sempre tão fechados campos das possíveis influências
Um dos vários mecanismos da forte e permanente lembrança do nada saber
Composição inarredável das frações de segundos, horas, dias, meses e anos.
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Fraquíssimo quase indiferenciado jato de água segue tentando cortar chapa de aço
Inútil grande ato para útil maior não…
Por que tanto consentimento, tamanho apagar(-se) no mergulho, tanta curvatura
Se a miscibilidade completa atrai fa(s)(c)es tacanhas
Infinitas nos seus improfícuos de dimensões tamanhas
Em explícita crenação do encéfalo que se faz díspare da própria real estatura?

Raizes Cruas

Há flores, de sol a sol, sempre despertas
O mais do mero sobreviver as fez assim
Resistentes, elas se erguem no jardim
Mesmo quando em si florescem incertas.
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Tão acurados vivos sentidos fortes
Enquanto os ventos são sós tempestades
Parco é tempo de tecer efemeridades
Às flores que emergiram além das mortes.
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Não há mais frios dentro das ruas do calor
E sutis arranhões que nem mais causam dor
De medo e pavor, se contorcem apavorados…
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Sem eufemismos à razão em vontades febris
Raízes cruas do que se quererá, quer e quis
Congênitos sem ilusões de óptica; libertados.

(Não) Em Ilusões De Antares

Beijo das cordas nas tranças dos tempos
Lançados para os ciclos nunca circulares
Dados como sal de sensações em partes
Edificadores dos padrões de horas e artes
Vários níveis (não) em ilusões de Antares.
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Nada um nada dentro do próprio não nada
É uma das obrigatórias Leis deste ser aqui…
E enquanto o humano pensa, pensa, pensa
Tem(p)o quase metade dos relógios do além.
Sopro sopra
Sopra sopro
Em sensações de consciências abertas
No (im)preciso sentir de réguas insertas
Linha(s) que não retrocede(m) para ninguém.
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O maior presente em seu inevitável papel
Luzes coruscam pontos diversos no céu
O (in)evitável papel em múltiplos encargos…
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Passos de velocidades e chãos diferentes
… (In)existentes
Soluções de continuidade
“Vazios” com propriedade
Prévia da construção de horizontes largos.

Mais Palavras

Tanto havia para ser dito
Sob o manto azul do céu
Procuras intensas ao léu
Sob um anelar infinito.
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Gradas letras à breve lida
Num paralelo encontro raro
O respirar sempre foi caro
Àqueles que sabem à vida.
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Estranho abraçar da sorte
Intensa solidão de passos
Extensa cortada de abraços
Súbita tesoura da morte.

Sem Título

À opção (Deitar-se-ão renúncias!) (não) obrigatória(s)
Jamais e nunca apoucada(s), quiçá (in)glória(s)
Em concentração integral por sobre o quase mesmo
Que trará outros ângulos, uma pedra não simplória
Às vidas em trânsito
Novas cores sons novos cheiros tatos novos sabores
Neste transito tão a esmo…
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De que serviria o igual tomado no igual
Quando os rios (es)correm sempre diversos?
Linhas páginas sem abstrações do normal
(Re)fazendo Seres, (re)fazendo estares
Estes e esses e aqueles ares
(Re)fazendo versos.
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Há prantos estando ingredientes dos tantos
Idênticos ângulos do que já não (se) permite
Os mesmos cantos
Cantos sem mantos
Mantos sem cantos
Os mesmos mantos
Quase e quase, tênue diferença, numa mesma linha de demarcação…
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Se há muros tomados imutáveis ao longo da humana vida
Se há muros altíssimos onde não se pode, de todo, ainda mergulhar
Homem, brevíssimo sopro em si e quase instantâneo plasma de parte da arte daqui
Aproximados dez por cento do que (re)construções permitirão em totalidade
Toque(s) aqui, nestas epidermes, em três dimensões espaciais e uma temporal.
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Tudo diferente em largo abraço ao nada igual…
Quando alguns Rios (es)correm Águas que precisam, sem querer ou saber, Oceanos
Jogo de luz que reluz pouca ou nenhuma ilusão, tecidos em maior realidade
Início que se (a)funda no impossível da estaticidade
Onde, bem, bem acima de um Mar, até a incipiente percepção de insistentes
Reporta (a) novéis imensos planos.

Receita De Salgadinho

Ainda há espaço-tempo para avassaladores descortinos
Entre profundos beijos tomados em cortantes desatinos
Trança de línguas que se palpam e lambuzam longe perto
Atrito sem freios deserto e sem necessidade de vírgulas perdão…
Será mesmo tão incompreensível e lacônico este silêncio
E andará mesmo tão afanoso se pensar, dificílimo se querer
E, principalmente, quase impossível se admitir o sim
Neste tão suposto dominante sempre e(n)(s)tendido não?
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Pássaros que se propõem a seguir de asas coladas
Em vôo à mesma velocidade com que voam sozinhos
Devem ter uma fenomenal integração; inconteste, é fato.
Mas bem que se percebe, no de alhures, um princípio do desejo de tato
Para logo se sentir, frontalmente e mais e mais, o imberbe daquela vontade de tatear.
Contudo, é facílima a receita de salgadinho: basta a ciência do começar…
Ingredientes em convergência
Ao saber que não é inóspita ou improfícua, antes essencial
A percepção do trânsito em nuvens anteriores ao mato.

Sem Cissura

Não inquinarão, algumas gotas meras
Das águas dos mares, a totalidade…
Emersos os Oceanos da verdade
Pulsantes além do estar quimeras.
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Lúcidas, em limites, álacres flores
Pequenas lindas luzes fortes abertas
Dados caminhos às jogadas insertas
Imensas (re)construções, doutos flavores.
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Tênues junções em breve sentir o após
No interregno de ondas feitas em nós
Talvez sonho de maior axiologia…
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À bela manhã, cantam pássaros reais
Que almejam, sem saber, o próprio mais
Que não perderão seu todo pela fatia.