Leveza


Inimaginavelmente, e por completo, penso
Raciocinando, no meu ser perplexo, eu calo
Recolho e reformato a óptica do meu senso
Segue meu amor interminável e pouco falo.
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Olho as estrelas e, para o Infinito, eu sorrio
Leve ando, qual se minha alma fosse pluma
Não há massacre quando a visão do desafio
É auferida em amplitudes sem dor ou bruma.
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Para que o mais do que mais me foi tão dado
Se os meus sentidos se acrescem por sabê-lo
E se, no mundo, compreendo-lhe todo existir?

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Abrindo e fechando os olhos, sempre ao lado
Além da distância e tempo, num eu em sê-lo
Apenas amo e plena, deixo-me, à lógica, fluir.”

Emergentes À Negação Do Nada

Surgimos, em natural, pela cabeça
Empunhados encéfalos de mesma cor
A diferença, tópica, acaso aconteça
Não desvia o cerne da alegria e dor.
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Somos, pois, da mesma massa, feitos
Nuas almas cruas vivas resplandecentes
Misto de alicerces erguidos e desfeitos
À busca da (i)lógica das trilhas viventes.
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Há vista na régua do tempo dos prazos
Há maior presente que o pensamento?
Sendo sim, esqueceram de nos avistar...
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Somatização do dado agarrado aos azos
Estando a consciência do conhecimento
Em linha que sabe do espaço a deambular.