Horizontes

As horas da noite gotejam abertas e esfaimadas
Enquanto eu sou audição dum solo de saxofone.
É Yampal, tocando ao mar de ondas quebradas:
O Universo próximo à distante praia sem nome.
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Alguns pensares trafegam por vivas linhas (i)reais
Estas tão símiles, ainda de épocas bem diferentes...
Meus sentidos não soam abrandados aos triviais
E abominam a anestesia às sensações presentes.
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Vou que meus anseios não respirem pela metade
Para que o rigor vertebral de uma minha verdade
Se a cada dia desejo mergulhar no quanto não sei?
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Quisera o ápice contínuo e qual exaustão sem fim
Sigo, vertendo, à axiologia, o pronto sumo de mim:
O desconhecido quem, entre materiais quês em lei.

ROCAMBOLES

Quando os fatos não convergem à experiência
Eles se tornam, simplesmente, massas vazias
Uma vileza ao tempo, esta máxima excelência
E pérola caríssima da irreversibilidade dos dias.
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Por que temer a morte se a vida dá o entender
Magnífico de Ser aqui, das lágrimas e sorrisos?
Há tantos vastos campos de sonhos a percorrer
Travessias dos passos entre infernos e paraísos.
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Tricotam agulhas de crochê que tecem traçados
Largas teias em linhas dançantes de fios colados
Rocamboles de carnes falantes no mesmo forno...
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Não há .... Completa, completa! A palavra é cara.
Sorri, mesmo entre lágrimas, à oportunidade rara
De pensar, saber e intuir teu tentame não morno.