Dentro Da Faixa De Fora

Quando desejarem que as flores me escoltem
Eu já não me terei desta forma para segui-las
E as fibras musculares do meu coração
Que se contraíam ou relaxavam entre o normal, pressa e lentidão
Serão protéicas idéias desnaturadas... Quiçá tranqüilas.
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Observo o céu e estou andando entre estrelas
As estrelas queimam hidrogênio em hélio e respondem luzes febris
Brilhos céleres no correr pelo aberto...
Na oscilação desse esperto canto de conto de canto experto
Dimensional base do que preciso e precisei, do que quero e quis.
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Tenho um relógio; ele é um lugar, a lugar, há lugar...
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Estou imaginando todas as possíveis catacreses
Verbos asfixiam as aclarações, parcas de substantivos
Do nada emergem alternativas conjeturadas presas
Eixos ecoam luzes, naturais ou artificiais, acesas
E transito faixa do espectro em soma par de cônscios vivos...

XY + XX

Uma língua quente resvala pelas costas
A noite caminha indiferente, impassível
Não é hora de perguntas e de respostas
No animalesco o raciocínio é infactível.
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Incompletos são os mergulhos travados
Assim como bem improfícuas as ilusões
Fora destes sons há os silêncios do lado
E misturas campeiam ir às combinações.
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Tudo estaria difícil se não fosse tão fácil
Fácil tão estaria não se difícil fosse
tudo
No Ser, sensações antes herméticas, mudo...
Enquanto o dia floresce delicado, grácil.

Incenso

Em algum lugar deste lugar nenhum
Humanos, em peleja, se engalfinham
E pouquíssimos comemoram o existir.
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Estrelas se movem em relação umas às outras
Enquanto as almas terrenas traçam trilhas
Que são bastante forçadas a retas estradas planas.
Nem mesmo o vácuo se suporá homogêneo de todo...
Os vermes se refestelam na mediocridade do lodo
E raros sensos intuem o espetáculo das pulsações humanas.

Anigme

O ser humano é misto de ápice e declínio
Via mutação do espaço medido em horas
Sob o medo e força, a fraqueza e fascínio
Lança-se em vôo e se faz, ainda, escoras.
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É ilusão o crer-se parado; há referenciais
Que alocam o estar numa diversa posição
O chão sem rodas do ônibus ajuíza o mais:
É o fato de saber que se sabe, a revolução.
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O que sonha de dia tem um conhecimento
Outro do que sonha sob as horas da noite
Mas o ir-se neste, nesse, naquele fomento
Cruza o saber, ainda que a intuição açoite.
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O trânsito em pressentir a morte é o preço
Pago pelos que têm a possibilidade de estar
Se o subjetivo é inerte ao Universo a pulsar
O objetivo é presa da mudança de endereço.