Retinas De Água E Óleo

Um mundo de onde a pele não se afasta
É perplexas horas de silêncio atrozes
Em firme loucura que ao muito arrasta
No grito conjunto de solidão em vozes.
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Um tempo andou e crianças se encontram
Fios que se ligam em momentos história
Escorrem sorrisos e dores que espantam
Bases teias areias de veias da memória.
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Lá vi da outra diversa improfícua hora
Sob olhar arrastado do não deste agora
Muita Filosofia e pesadíssimos amassos
Doces madrugadas na Pracinha do Jacaré...
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A natureza imputou A ao amor que jazeu
Um, a esperança do mundo que não nasceu
Outro, o viver aqui tudo que se está e é.

Tanto

Em pensando, disto-me do léu
E sigo, sabedora das borrascas
Vida a recompor-se das lascas
Do mergulho nos ventos do céu.
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Os mares dizem que estou aqui
E que de pouco me serve temer
As ondas são das faces do viver
Há tanto no verei, no vejo, no vi.
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Almejo nos mergulhos profundos
Nem lambidas sejam superficiais
A vida é muito para não ser mais
Díspares todos tópicos do mundo.

Insubstituível

Não se deve tomar o muitíssimo improvável
Como o mesmo timbre do verdadeiramente impossível.
Há tantos comprimentos de ondas nas trilhas do existir
E sentimentos humanos, por vezes, são palco do inusitado.
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As fórmulas prontas sempre pertencem à mecânica do mesmo
Mas não é dado ao Ser enquadramentos e repetições meras.
O silêncio também sente e, pela ética, tão observador calado...
Deixe-se o pensamento correr livre e ande solto.
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A casa e a caZa se estranharam enormemente. Por qual razão
Se as respirações são maiores que todos os dicionários e diferenças?
As pessoas são como as cores do arco-íris: belamente diversas.
E é esta pluralidade de matizes e de coloridos que torna
Cada ser humano espetacular e fantástico... Insubstituível.

Apenas Uma Mulher

À vontade materna, eu seria Maria
Nome que, deveras, muito aprecio
Mas meu pai, num inusitado desvio
Outro nome me adotou...
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Não sei qual lhe foi a real intenção...
Ao unir a Luisa à Elza, minhas avós
Ou a prévia da constante navegação
De imensuráveis procelas em nós?
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Deu-me um nome e se foi à cachaça
Até morrer...
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Dele sei pelos outros, parte que sinto
Imagem catada em retratos sem mim
Sou apenas uma mulher, Luiselza Pinto
Em trilhas intricadas ao todo sereno fim.

Turgescência

Quero algo mais... Há tempos que não queria
Meu Ser de há muito não se excitava tantoS
Convergência dos desejos e num só outro dia
Amar a todos e aprender; inexistem prantos.
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Almejo o muito difícil, navegar pelos desafios
Aprender, sentir, amar, queimar glicose, sorrir
Imagine tudo cá numa só coisa em meus brios:
Minha alma é permanente orgasmo ao existir.
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Cada minuto é o vasto da potência de valores
Far-se-á humano na profundidade de amores
Viver a contínua excitação à entrega absoluta.
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Há um caos instalado fora dos dentros loucos
À magnitude reclusa dos que se vêem poucos
Díspares do FATO que conclama o ser à labuta.